Quase todo mundo tem em casa roupas ou objetos que só servem para lotar armários. Só que poucos consideram a possibilidade de se livrar de tudo o que não usam mais e ainda lucrar com isso. Os bazares estão ganhando espaço e arrebatando milhares de adeptos do consumo colaborativo, uma forma de consumir com consciência, aproveitando por mais tempo produtos que iriam ser descartados.
Eles têm aparecido timidamente pela internet, com pessoas desapegando daquilo que já não querem mais e que aproveitam para ganhar um dinheirinho extra. Outras pessoas preferem expor seus produtos fazendo disso um bom evento, em casa mesmo, aproximando centenas de consumidores.
E se você tem produtos que quer desapegar e gerar uma boa economia, saiba que pode fazer isso aí na sua casa também! Os americanos fazem os chamados garages sale, as vendas de garagem, que são bazares informais que podem ser feitos na garagem mesmo, ou no quintal, no salão de festas do prédio e até mesmo na sala de casa. O que para sua família é entulho, para muita gente pode ser de grande valia.
Os bazares de garagem podem ser uma alternativa para vender roupas usadas em boas condições (todas limpas e passadas), calçados, móveis, joias, louças, objetos de decoração, livros, CDs. O importante é que tudo esteja em ótimo estado, diz a administradora Diérika Sobral, frequentadora assídua desses eventos. “Costumo chegar bem cedo para encontrar as melhores ofertas”, diz. Também vale fazer um bazar de artesanato, com peças novas produzidas pelo vendedor. Cuidado apenas para que haja quantidade suficiente de produtos para o número de clientes convidados.
Preparando o evento
Segundo Thiara Ney, especialista em gestão de micro e pequenas empresas, o primeiro passo é definir o local, a data e os convidados. Em geral, esses eventos são realizados em finais de semana, e podem também aproveitar a proximidade de datas festivas, como Dia das Mães. O período da tarde é o preferido. E o local tem que ter bom espaço de circulação. “No bazar que fiz aqui em casa, escolhi fazer no meu apartamento mesmo, pois no salão do meu prédio não é permitido fazer evento com fim comercial. Foi um sucesso. Tirei a TV e o aparelho de som da sala e aproveitei todo o espaço para espalhar produtos. As amigas que vieram ficaram super à vontade”, diz Thiara. Ela alerta que os produtos vendidos têm que levar em conta, sempre, o perfil dos convidados. “Se sua lista tem, por exemplo, suas tias e tias-avós, não vai ter nada a ver oferecer as minissaias que não servem mais em sua filha adolescente, certo?”.
Divulgação é a alma do negócio
Lígia Marques, antropóloga de formação e consultora na área de marketing pessoal e mídias sociais, diz que o convite pode ser feito por escrito, por telefone ou utilizando as facilidades da tecnologia: por e-mail ou Facebook. “Depende de quantas pessoas você quer ou pode receber e da quantidade dos produtos ofertados”, diz. Lembre-se de que sempre há uma taxa de abstenção: em geral, 20% dos convidados não comparecem. E não esqueça de avisar que formas de pagamento aceitará. “Fazendo parceria com algum comerciante do bairro, dá até para usar maquininha de cartão”, sugere Thiara.
O Dia D
Certifique-se com antecedência de que tem tudo do que precisa para que o evento ocorra da melhor maneira possível. Papel e caneta para controle do caixa, além de sacolas e embalagens para presente são indispensáveis. Você também pode ter água, café e petiscos para oferecer aos convidados. “Mas, acima de tudo, reserve disposição, energia, paciência e um belo sorriso no rosto para receber os convidados”, aconselha Diérika.