Vício oculto é um grande perigo para o consumidor: saiba mais

Entenda como os seus direitos estão sendo afetados

Você já parou para pensar que diversos produtos do mercado possuem garantias de apenas um ano? 

Em um primeiro momento, não há mal nenhum nisso. Entretanto, ao lembrar que a durabilidade de diversos produtos deve ultrapassar esse período, uma dúvida surge na cabeça: já que confiam tanto em seus produtos, por que as empresas não assumem um prazo maior de responsabilidade com os seus clientes? 

E a resposta para isso é simples, muitas empresas buscam atender em suas garantias apenas os vícios aparentes, ou seja, os defeitos que estão visíveis ao cliente e podem ser rapidamente percebidos e reportados.

Em contrapartida, não há preocupação por parte das empresas de produção e distribuição quando se trata dos vícios ocultos, que só aparecem posteriormente a um intervalo de uso. Sendo assim, o cliente fica refém de um prazo de garantia que não o atende.

 

Contorne a situação

Por isso, é importante saber que o Código de Defesa do Consumidor oferece recursos para contornar este tipo de situação. 

 

Segundo o CDC, quando o produto não atinge o fim a que se destina, ele se encontra com vícios – mais conhecidos como defeitos e avarias decorrentes de sua fabricação, e não do mal uso ou desgaste natural.


Nessas condições, existem prazos de garantia previstos em lei que o fabricante e vendedor devem obedecer. De acordo com o artigo 26 do CDC, quando isso acontecer, o prazo para devolução do produto se dará em 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os produtos duráveis, contados a partir do momento em que o defeito é detectado pelo consumidor.